11 - O COMPOSITOR E LETRISTA

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No ano de 1964, CRUZ CORDEIRO, em parceria artística e financeira com seu filho SILVA CORDEIRO (Antônio José Silva da Cruz Cordeiro), gravou um compacto duplo, intitulado TUDO NOVO, com o cantor desconhecido Bruno Villaça.

A gravação, com orquestra de metais, arranjos e regência do maestro Pereira dos Santos, foi gravado e produzido pelo Consórcio Eletro Musical CEM-Hi-fi) 22.301. No compacto estão gravadas 4(quatro) composições: Cadência (samba) e Angelita (bolero), de Cruz Cordeiro; Uma Rosa e um Jasmim (samba) e Quando Chega o Carnaval (samba), de Silva Cordeiro.


No verso da capa do compacto, um texto de apresentação do próprio Cruz Cordeiro:

CRUZ CORDEIRO (José da Cruz Cordeiro Filho) foi um dos diretores da “Phono-Arte”, a primeira revista brasileira de noticiário, registro e crítica de discos e artistas (1928-1931). Foi da publicidade e repertório discográfico da RCA-VICTOR, quando a empresa surgia no Brasil (1931). Como compositor apontou com “Ginga-Ginga”, samba dedicado à uma sobrinha sua para um balé de Mari Nemcar em festival no Teatro Municipal (Rio 3-12-1950). Em 1956 foi classificado na I Semana da Música Popular, promovida em todo Brasil pela revista carioca Radiolândia, com a marcha “Gargalhada”.”

“Seu filho SILVA CORDEIRO (Antônio José Silva da Cruz Cordeiro), todavia é novo em idade e como compositor, as músicas aqui apresentadas revelando notável inspiração poética.”

“Novo é o cantor Bruno Villaça, gravando aqui pela primeira vez. Sob o signo de TUDO NOVO, pois, é que se edita este compacto.”

 

O compacto foi divulgado em algumas raras rádios, não tendo sido feito um trabalho mais agressivo de divulgação: naquela época, da mesma maneira que na época atual, era difícil a colocação de artistas desconhecidos nas rádios famosas. Dentre as gravações feitas, despontou o bolero Angelita, de Cruz Cordeiro, com uma versão em português e outra em castellano, de fato, a melhor gravação do compacto, em termos de arranjo e interpretação. Na letra original, transcrita no botão Dados Pessoais, a frase do primeiro verso - “teus seios belos e fortes são/Uma paixão/ -, foi substituída pela frase - “Teus olhos meigos e belos são/Uma paixão/ -, por motivos de uma tola e preconceituosa censura na época.

As composições em partituras, com arranjos para piano de Pereira dos Santos, foram editadas por Melodia Populares Ltda., Rua Visconde de Inhaúma, 134-7º, Rio de Janeiro – Brasil, através dos catálogos 303(Angelita), 304 (Cadência), 305 (Uma Rosa e um Jasmim) e 306 (Quando Chega o Carnaval).

SILVA CORDEIRO participou do programa “A Grande Chance” de Flávio Cavalcanti, em 1969. Na primeira fase, em 31.07.69, com a canção “Pedidos a Iemanjá” (jaz-falsa), cantada em dueto por Edgard e Zezé (filha do Maestro Pereira dos Santos) , ambos integrantes do Coro do Joab. O arranjo foi de autoria do Maestro Ivan Paulo, executado pela orquestra da TV TUPI, regida pelo Maestro Cipó.

Apresentou-se na segunda fase, em 30.10.69, com a balada “Barco de Sonhos”, interpretada pela cantora Iracema Verneck, uma das vencedoras de uma das séries do programa, com um trio de baixo, violoncelo e piano, financiado pelo compositor, na ausência da orquestra da TV Tupi naquela fase.

1ª etapa - TV Tupi – 31.07.1969
Julgamento
2ª etapa – 30.10.69 e julgamento
 
O compositor obteve em ambas as apresentações ótimas receptividades do júri e do público, sendo considerado excelente melodista e bom letrista.

CRUZ CORDEIRO e SILVA CORDEIRO possuem muitas outras composições, em vários gêneros rítmicos, que permanecem inéditas, inobstante as inúmeras tentativas de lançá-las ao público. Para contactos com Antônio José, na Estrada da Barreira, nº 2673, Bairro da Barreira, Guapimirim, CEP 45.940.000, Rio de Janeiro. Tel:( 031)(ou 021)2632-5092.